
Josef Fritzl...
Austríaco...
73 anos de idade...
Engenheiro na reforma...
É a "ficha técnica" do homem que fez o mundo saltar de vergonha, revolta e repulsa.
"Vícios privados, públicas virtudes"...houve quem já o dissesse...
Mas regressemos a Fritzl.
Obrigou uma filha, que violava desde os 11 anos de idade, a viver em cativeiro, a partir dos 18 anos, desde o dia 24 de Agosto de 1984 e durante 24 anos!
Engravidou a rapariga 7 vezes, tendo a primeira criança nascido em 1988.
Das 7 crianças estão vivas 6.
Obrigou 3 dos filhos-netos a permanecerem em cativeiro anos e anos. Entretanto arranjou um novo estratagema, entregando os outros de forma "anónima", deixando-os ficar para serem adoptados, à porta da mulher com quem sempre viveu.
Este caso extremo, exemplo de uma galeria de horrores, ilustra e personifica um verdadeiro desequilíbrio de poderes, exacerbado, de coisificação do outro.
Assiste-se a uma nítida alteração da típica e habitual vinculação afectiva, com perturbação dos estatutos e dos papeis como são mundialmente conhecidos e definidos.
Perverte-se, de forma doentia a estrutura familiar, habitualmente em pirâmide.
Um caso a acompanhar com atenção.















