quinta-feira, 23 de julho de 2009

" A GAIOLA DAS LOUCAS"


Fui ao Teatro Rivoli ver "A Gaiola das Loucas", realizado por Filipe la Féria.
Confesso que já tinha visto a primeira versão no cinema, a original, "La Cage aux Folles", interpretada por Ugo Tonazzi e Michel Serrault.
Mas vi também, depois, a "remake" hollywoodesca, com Robin Williams e Nathan Lane.
Assim sendo, não era um inocente, quando fui assistir a esta peça.
Já tinha visto as duas versões e ansiava pela versão portuguesa.
Acresce que nunca tinha visto nada, ao vivo, de la Féria.
Mas também não sou daqueles que enaltecem quando alguém está em alta e depois criticam quando está em queda.
Nem me posso, sequer, considerar um indefectível de ninguém.
As pessoas e especialmente as gentes do espectáculo muitas vezes lançam coisas muito boas e, outras vezes, coisas muito más.
Por outro lado não sou daqueles que endeusam la Féria, mas também não sou dos que, ao abrigo de uma suposta postura ideológica inviolável, apostrofam o homem, apenas porque sim, apenas porque é o politicamente correcto e o "diktat" ordena...sim, porque isto de contrariar o "diktat" não é fácil.
Assim, lá fui...
Pleno de expectativa.
Assisti ao espectáculo com minúcia...até porque estava sentado nas chamadas "cadeiras de cabaret", logo na primeira fila, permitindo-me, quase,mergulhar no palco, pelo que me foi dado analisar tudo com detalhe e minúcia .
Assim sendo, posso dizer com a autoridade de um anónimo...
Bravo!
Fabuloso!
Dinâmico!
Com luz, cor e movimento.
Com humor, sem ser brejeirice.
Com alguns laivos, mesmo, de erotismo e de sensualidade.
O "vaudeville" no seu melhor, na sua versão mais portuguesa, de teatro de revista.
Mas um teatro de revista que cresceu, que adquiriu "glamour", sem se envergonhar, com profissionalismo, que se agigantou, que se modernizou, que se actualizou e que rejunevesceu, bastando seguir com atenção as interpretações da dezena de jovens actores que formam o elenco da peça.
Deste leque agiganta-se José Raposo, sendo seguido, ainda que sem grandes inovações, por Carlos Quintas, Rita Ribeiro e Hugo Rendas, entre outros.
Enfim, um espectáculo delicioso.
E, Filipe la Féria está, uma vez mais, de parabéns perfeitamente justos e justificados.
Mas quem quiser criticar, pelo menos que tenha a honorabilidade de ir assistir.
Para mim é um espectáculo a não perder, sem dúvidas.
E, tenciono repetir...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

"BRUNO"


Fui ao cinema ver "Bruno", realizado por Larry Charles e razoavelmente interpretado por Sacha Baron Cohen.
Assumo com frontalidade que soltei algumas gargalhadas sentidas.
Todavia, eu que trabalho há vários anos pela integração das sexualidades, pelo direito à indiferença, muito para além do direito à diferença, considero que este filme pode ser pernicioso e prejudicial, pelas mensagens que veicula, no sentido da estereotipia das homossexualidades.
Compreendo que muitas das imagens e das piadas utilizadas vão no sentido da tentativa de desconstrucção dos referidos esterótipos.
Cito, a título de exemplo, a frase "Só os heterossexuais conseguem ser famosos"...
Não sei, todavia, se a grande maioria do público vai conseguir fazer essa caminhada no sentido de ir mais longe do que as piadas parecem significar.
Receio que a intenção saia frustrada.
Saí com um amargo de boca, com a sensação de que este filme pode fazer renascer muitos dos estereótipos que têm vindo a ser destruídos com muito trabalho e pedagogia.
A ver vamos...

terça-feira, 21 de julho de 2009

Pedro Cazanova Invites Andrea - Selfish Love (Video Oficial)

Uma delícia....

ESCOLA DE DARQUE


Uma escola de Darque decidiu permitir que transitasse de ano um aluno que se encontrava no 8º ano de escolaridade e que teve nove negativas, entre as quais a Língua Portuguesa, a Matemática, a História,a Geografia, a Físico-Química e a Educação Visual.
Augusto Sá, Director do Agrupamento de Escolas de Monte da Ola, em Darque, Viana do Castelo afirmou "Ele tem capacidades, mas o contexto sociofamilar não tem permitido que evolua e acreditamos que, com acompanhamento, atingirá os objectivos.
Eu sei que a Lei em vigor não estabelece limite de negativas para anos que não correspondam a fim de ciclo escolar.
Sei, inclusive, que o Despacho normativo nº50/2005 afirma que "A retenção deve constituir uma medida pedagógica de última instância"...
Mas, meus amigos...
A Escola não pode nem deve ser um centro de caridade, por mais dura que esta expressão vos possa parecer.
Ainda por cima vinda de alguém que lecciona há 20 anos e que é Presidente da Assembleia Geral de um Sindicato Independente de Professores. A Escola não deve ser uma instituição caritativa, como a vida o não o é. E, a Escola, também tem por função, além do binómio formar/informar, preparar para a vida activa.
Acresce que, talvez também outros alunos se situem em circunstâncias especiais e, para esses, não houve atenuantes, fazendo entrar em linha de conta um quociente de injustiça em termos da avaliação transversal que se pretende efectuar, asséptica, para eliminar os factores díspares.
Claro está que o Sistema rejubila, até porque alimenta a ditadura das estatísticas.
E eu sei que por vezes há alunos em situações peculiares, dramáticas mesmo.
Nem sequer sou adepto do rigor salomónico, mas nenhum país subsiste à passividade total que grassa no sistema de ensino oficial.
Uma vergonha!
Um despautério!

domingo, 19 de julho de 2009

sexta-feira, 17 de julho de 2009

TV...


Agora em horário de Verão a minha participação televisiva é mais calma e tranquila, uma vez que o "Sexualidades, Afectos e Máscaras" se encontra de férias.
Assim, às 20.15 estarei na Porto Canal, no programa "Porto Alive", com a Maria Cerqueira Gomes, na que será a minha vigésima sexta participação, como sexólogo residente do programa.
Hoje o tema a abordar será "Amores de Verão".
No Verão, por definição, os tempos, as posturas, a maneira de ser e estar, são mais leves. É tempo de férias, de calor, de desnudar o corpo e de relaxar a mente.
É tempo de diversão...
Como tal as pessoas estão mais disponíveis para o divertimento, quantas vezes sem sentido da responsabilidade.
São os amores de Verão...Rápidos, intensos, mas superficiais e passageiros.
Assim sendo convém fazer pedagogia no sentido de evitar os riscos e de fazer prevenção, também das Doenças Sexualmente Transmissíveis, das gravidezes indesejadas e do HIV..

Será um programa que, obviamente, recomendo, até porque irá decorrer numa linha mais leve e mais provocatória.
A intenção será, uma vez mais, efectuar uma abordagem com a frontalidade obrigatória que os espectadores exigem e merecem.
A motivação é, acima de tudo, tentar dialogar.
Será uma sexta-feira mais calma mas passada com enorme prazer.