terça-feira, 5 de junho de 2007

o filme da polémica-1ª parte

Michael Bublé - Feeling Good

Uma voz deliciosa, para um momento de renascimento...

segunda-feira, 4 de junho de 2007

REGRESSO A NORMALIDADE



E a vida, lentamente, regressa à normalidade.
Uma normalidade diferente, dorida, sangrada mas, apesar de tudo, uma normalidade!
Já era mais do que tempo de que neste "blog" eu falasse de normalidade quotidiana.
Ainda bem!
Lentamente, muito lentamente, volto a ser capaz de sorrir!
Obrigado a todos mas, acima de tudo, obrigado a ti...por seres quem és, por seres como és e por estares do meu lado.

domingo, 3 de junho de 2007

PROVA DE DIGNIDADE



Dando provas de dignidade, carinho, respeito e solidariedade, a Direcção do "O Primeiro de Janeiro" anexou a seguinte nota à crónica que no "post" anterior se reproduziu:

"Nota da direcção
Manuel Damas, que habitualmente assina a rubrica Sexualidades, perdeu recentemente sua mãe, a Dra. Joaquina Damas. Este seu pequeno conto é um tributo à sua memória. Tivemos o privilégio de a conhecer pessoalmente. Senhora de rara beleza e fortes convicções e generosa nos afectos, deixa saudades em muitos de nós. Fica aqui a nossa palavra solidária - menos dorida que a de seu filho, mas igualmente sentida da ausência."

Também por este comovente acto, o meu MUITO OBRIGADO!

FLOR-MA



Era uma flor!
Não era uma flor igual a tantas outras flores...
Era, talvez, a mais bela e doce flor que os olhares do Mundo tinham visto.
Vistosa, alegre, colorida, ternurenta, suave ao toque, doce e meiga, como não havia nenhuma outra.
E o menino, que de tão pequenino que era, nem sequer tinha forças para se erguer ou para comer sozinho, quando abriu os olhos e a viu... sorriu!
Tinha visto a flor...
Aquela flor tão bela e doce.
Era a sua flor!
E chamou-lhe Mã...
Ficou a ser a sua Flor-Mã...
O tempo foi passando, umas horas mais lentas outras tão rápidas que nem um pestanejar conseguia acompanhá-las...
E o menino começou a crescer.
Primeiro passaram as horas, depois os dias, então os meses e por fim os anos.
E o menino foi crescendo, crescendo, crescendo, até que se tornou um Homem, pertença daquele sítio onde vivem todos os homens.
Mas este menino crescia diferente.
Este menino, tinha a seu lado a mais bela e doce flor, vistosa, alegre, colorida, ternurenta, suave ao toque, doce e meiga, como não havia nenhuma outra.
Era a sua flor...
Era a sua Mã!
Companheira, amiga, guardiã...
A sua Mã estava sempre lá e isso, só por si, inundava o menino de alegria... o prazer da companhia, da presença, a sensação doce de se sentir amado.
Até que o dia chegou...
Um daqueles dias escuros, frios e amargos, daqueles que nunca deveriam chegar aos meninos.
Esse dia teria que chegar e, nesse momento, chegou mesmo!
O dia, de claro passou a escuro.
Os pássaros, calaram-se.
As águas, pararam.
Os outros meninos, deixaram de rir.
Tinha chegado a hora...
E a flor, vistosa, alegre, colorida, ternurenta, suave ao toque, doce e meiga, como não havia nenhuma outra partiu, deixando o menino sozinho... O menino que já não era, desde há muito, menino, sentiu-se de novo um menino, bem pequenino, só que agora... triste e só!
Com uma tristeza maior do que todos os oceanos juntos!
Com uma solidão maior do que todos os desertos unidos.
E, nesse dia, o menino, sentindo-se sem a sua flor, sentindo-se sem a sua Mã, percebeu, sentindo, a maior de todas as dores...
As dores violentas da saudade.
As dores violentas da ausência.
As dores violentas da partida, sem regresso...
A dor da partida da sua Mã!
Agora o menino sabe que já não mais verá a sua Mã... Mas também sabe que ela não mais sairá do seu coração, do seu cantinho mais doce e inocente.
Sabe que a sua Mã estará sempre presente, a seu lado, a sorrir consigo, a chorar consigo, a protegê-lo...
E isso é bom, muito bom!
Mas não chega.
Queria o menino poder, uma vez mais, apenas, olhar bem dentro da sua flor, olhar bem dentro da sua Mã e dizer-lhe, no tom que só os meninos sabem usar quando falam com as suas Mãs, bem baixinho... Adoro-te, Mã!
in "O Primeiro de Janeiro" a 3/06/2007

sábado, 2 de junho de 2007

UM NOVO CICLO



Hoje foi o dia da missa de 7º dia.
E assim se começa a encerrar um ciclo.
Agora tudo tem que adquirir um nova normalidade, com outros contornos.
Mas não será fácil...nada fácil.
A ver vamos.

A VIDA CONTINUA



Muito lentamente as coisas recomeçam a seguir os seus passos habituais.
Todavia, agora com uma sensação diferente, um distanciamento e uma relativização novas.
De homem opinativo e quase sempre carregado de razões, observo-me, agora, com mais capacidade de ouvir, entender e perceber.
Na quinta-feira a presidência da mesa sobre violência sexual, no II Congresso Nacional de Criminologia constituiu um desafio pesado.
Ontem, a emissão do "Fórum da Sexualidade" foi um retomar de algumas rotinas e exigiu, porque em directo, um enorme esforço de toda a equipa para que não se sentisse, da minha parte, nenhum deficite de participação.
E penso que foi plenamente conseguido.
O programa, ainda que com alguma plasticidade não evidente fluiu, aparentemente, de forma natural.
Mas não está a ser nada fácil...