sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

DELEGADOS SINDICAIS DOCENTES


Revela o "Diário de Notícias" que Delegados Sindicais afectos a Sindicatos de Professores entregaram os objectivos individuais de avaliação, solicitados pelo Ministério da Educação, não cumprindo as directrizes provenientes da Plataforma Sindical de Professores.
A ser verídica a situação sinto-me profundamente indignado. E, mais ainda, quando sou Presidente da Mesa da Assembleia Geral e da Mesa do Congresso de um Sindicato Independente de Professores,que pertence à Plataforma Sindical.
Sempre defendi, primeiro para mim e depois para todos que, "À mulher de César não basta sê-lo, é preciso parecê-lo". Acresce ainda,que aqueles que foram eleitos para funções determinadas têm responsabilidades acrescidas por deles dever provir o exemplo, assim como, no exercício das funções para que foram eleitos, terem muito mais responsabilidades por não apenas se representarem em termos nominais, mas ainda por representarem todos aqueles que foram seus eleitores.
No caso em questão o facto torna-se bem mais grave, uma vez que está em decurso um processo de luta, uma jornada de procedimentos reinvidicativos.
Quero crer que a notícia não seja verídica ou que, pelo menos, os contornos estejam mal delineados.
Em minha opinião, a comprovar-se tal situação, deveriam ser liminarmente destituídos por incumprimento das funções para as quais foram eleitos todos aqueles cuja incumprimento se comprovar.
Sem apelo nem agravo.
Ser Delegado Sindical, nomeadamente na área da docência não é fácil, especialmente nesta fase, mas ninguém é obrigado a ser candidato.
Por outro lado se há disponibilidade para ser eleito, eventualmente com o pensamento em eventuais mordomias a usufruir, deve também ter a honorabilidade de saber ser dos primeiros a avançar quando para isso é solicitado ou no momento adequado...e essa é a ideia que eu tenho sobre a relação eleito/eleitor e sobre o idoneidade do sistema de representatividade.
Eu nunca o faria!
Caso o fizesse, e só consigo prever essa eventualidade em caso de Doença de Alzheimer, por exemplo, demitir-me-ia, imediatamente, de funções, logo que adquirisse, de novo, a minha lucidez ou agradeceria que alguém o fizesse por mim.

DRAMA DA FOLHA DE PAPEL EM BRANCO


Recordei-me há pouco de uma discreta discussão que mantive, em forma de crónica, há algum tempo, nos jornais com um advogado conhecido da praça, acerca do pânico da folha de papel em branco.
Eu defendia que era angustiante cada vez que chegava ao computador e tinha a folha em branco e não sabia qual seria o tema da minha crónica seguinte. E isso, parecendo que não, conseguia gerar em mim um nervosismo, uma asfixia, uma sensação de incompetência, uma noção de vazio e, com o passar das horas e o fim do prazo a chegar, as sensações avolumavam-se de forma aterradora.
Contrapunha o meu "adversário" que não existia o drama da folha de papel em branco e que mais não era do que um diletantismo e mesmo uma pose pedante de quem não tinha, na realidade, nada de novo a trazer ao mundo.
E essa discussão desenvolveu-se, de forma mais ou menos cordata, durante algum tempo e consecutivamente, em algumas crónicas.
Quantas vezes já me lembrei desse facto...
Na realidade, ao ter-me lançado a escrever um romance, não o meu primeiro livro, mas, na realidade, o meu primeiro romance, muitas vezes fico parado a olhar para o monitor sem saber o que escrever ou, pelo menos, sem saber por onde começar ou até mesmo sem saber como o fazer.
Acresce o facto de como eu sou, de forma assumida, um perfeccionista, ou pelo menos tento ser, estando já no 5º capítulo o que equivale a cerca de 30 folhas A4 escritas e, em tamanho de livro, cerca de 50 folhas, quantas e quantas vezes volto a trás, para alterar uma frase, ou uma palavra ou mesmo um período inteiro.
Algumas vezes interrogo-me se com toda a gente que escreve o mesmo se passará.
De qualquer modo de forma tão obstinada, duvido.
Até porque nem todos têm traços obsessivos como eu evidencio.
Penso que a escrita está a decorrer bem e a ritmo acelerado, mas melhor correria se eu conseguisse cortar o cordão umbilical com o que escrevo e não me preocupasse de forma tão marcada com o binómio conteúdo/forma.
A ver vamos!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

ERC


A ERC, vulgo Entidade Reguladora para a Comunicação Social, devido ao conteúdo de mensagens publicadas em salas de "chat" nos teletextos da SIC e da TVI decidiu participar ao Ministério Público factos que podem indiciar a prática de crimes de abuso sexual de crianças, actos sexuais com adolescentes ou o recurso à prostituição de menores...
Após investigação, na sequência de diversas queixas apresentadas a ERC apurou que "as mensagens predominantes são de teor sexual explícito, por vezes de carácter obsceno, com ostensiva descrição de orgãos genitais e de práticas sexuais" e que "constituem espaços propícios à promoção da prostituição, ao estimularem e facilitarem a oferta remunerada de serviços sexuais", incluindo o "aliciamento a práticas sexuais com menores".
Perante esta situação eu lanço uma sonora gargalhada de sarcasmo e desprezo...
Mas afinal o que andam a fazer os senhores da ERC?
Desde 2006 que esta situação era perfeitamente habitual e completamente conhecida!
Bastava aceder aos referidos "chats" e constatava-se o bombardeio de conteúdo dito sexual, de que se era vítima, imediatamente.
Desde 2006!!!
Só não via quem não queria...
Só agora a ERC tomou uma decisão ou será que neste país à beira mar plantado as decisões oficiais têm que ter, obrigatoriamente, um período de latência de decisão de cerca de três anos?
Seremos um país da UE ou um país que tenta ser um projecto de bordel...e de fraca qualidade?
Tenham vergonha, senhores "ditos responsáveis"!

"MILK"


Fui ao cinema ver o filme "Milk", que é o retrato biográfico de Harvey Bernard Milk, (1930-1978) o primeiro político assumidamente gay eleito nos EUA, mais especificamente Supervisor na Câmara de São Francisco.
Num filme de Gus Van Sant e tendo como principais actores Sean Penn, James Franco, Emile Hirsch e Josh Brolin é contada a história deste activista dos direitos LGBT, tornado mártir por uma causa, na década de setenta, numa época em que a discriminação e a homofobia eram legitimadas pela própria lei.
A interpretação de Sean Penn, no papel de "Mayor da Rua Castro" surge brilhante, rica em pormenores, plena de vivacidade, com laivos de humor e revelando o que já há muito se suspeitava ou seja que Penn atingiu a maioridade em termos de interpretação cinematográfica.
Será, sem dúvidas um filme a rever e o protagonista um sério candidato ao Óscar para melhor Actor.
A ver vamos...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A MAIOR VIAGEM CONSISTE EM PERCORRER A DISTÂNCIA QUE SEPARA DUAS PESSOAS...



Escrevi esta frase e parei a reflectir...

A distância que separa duas pessoas...

Quantas e quantas vezes enorme distância, consubstanciada em olhares em direcções diferentes, em vontades dispares, em maneiras desiguais de ver, de olhar, de sentir, de pensar, de reflectir, de perspectivar, de sonhar, de amar!

Mas não há distância infinda e, que, acima de tudo, não seja transponível desde que haja vontade, força, coragem, persistência, diálogo e capacidade de negociação.

Quantas e quantas vezes, esta infindável distância se ultrapassa, num ápice, com um olhar, um sorriso, um gesto, um toque.

Basta querer!

E é conhecida a força que o querer tem!

E a distância, de tão longa, subitamente se transforma em ponte de união!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

CÂMARA MUNICIPAL DE FELGUEIRAS


Até ao momento já saíram dos cofres da Câmara Municipal de Felgueiras mais de 530 mil euros para pagamento de honorários a advogados, em processos em que a acusada é Fátima Felgueiras.
E o irónico da situação é que os processos referem-se, na maioria dos casos, a acusações de prejuízo à autarquia.
Ou seja, a câmara está a pagar a defesa de alguém a quem acusa de a ter lesado.
É uma situação que se me afigura obscena.
A ver vamos onde vai parar toda esta farsa...