
João Vilagelim e dois amigos conseguiram recolher ao longo de três anos mais de 15 mil toneladas de tampas de plástico que valeram cadeiras de rodas e material ortopédico para muitas instituições carenciadas e cidadãos anónimos, nomeadamente em Santarém.
E isto à imagem da campanha nacional da "Associação Tampa Amiga".
Para reciclagem de todo este plástico e perante o exito da iniciativa, conseguiram envolver o Governo Civil e a Resitejo, empresa de gestão e tratamento de lixos do Médio Tejo.
Entretanto sobraram cinco toneladas que foram guardadas num pequeno terreno, aguardando reciclagem.
Entretanto denúncia anónima, obviamente ainda mais "caritativa" colocou os fiscais do MInistério do Ambiente no seu alcance e acabaram por ser multados numa coima que pode ir de 1.500 a 3.740 euros, por causa de "resíduos no solo sem licença"!
Lido isto, parece fantasioso em demasia.
Como pode a mente humana ser tão perversa, tentando punir quem nada mais fez senão, a título voluntário e caritativo, preocupar-se com as carências de discriminados, nomeadamente cidadãos portadores de deficiência?
Pergunto-me, ainda, até onde vai o espírito maquiavélico de quem fez a denúncia, ao abrigo de cobarde anonimato.
Questiono-me, também, com que moralidade os referidos fiscais decidiram aplicar a coima em questão!
É com exemplos macabros destes que apetece abandonar o espírito de solidariedade...










