terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

SOLIDARIEDADE MULTADA...


João Vilagelim e dois amigos conseguiram recolher ao longo de três anos mais de 15 mil toneladas de tampas de plástico que valeram cadeiras de rodas e material ortopédico para muitas instituições carenciadas e cidadãos anónimos, nomeadamente em Santarém.
E isto à imagem da campanha nacional da "Associação Tampa Amiga".
Para reciclagem de todo este plástico e perante o exito da iniciativa, conseguiram envolver o Governo Civil e a Resitejo, empresa de gestão e tratamento de lixos do Médio Tejo.
Entretanto sobraram cinco toneladas que foram guardadas num pequeno terreno, aguardando reciclagem.
Entretanto denúncia anónima, obviamente ainda mais "caritativa" colocou os fiscais do MInistério do Ambiente no seu alcance e acabaram por ser multados numa coima que pode ir de 1.500 a 3.740 euros, por causa de "resíduos no solo sem licença"!
Lido isto, parece fantasioso em demasia.
Como pode a mente humana ser tão perversa, tentando punir quem nada mais fez senão, a título voluntário e caritativo, preocupar-se com as carências de discriminados, nomeadamente cidadãos portadores de deficiência?
Pergunto-me, ainda, até onde vai o espírito maquiavélico de quem fez a denúncia, ao abrigo de cobarde anonimato.
Questiono-me, também, com que moralidade os referidos fiscais decidiram aplicar a coima em questão!
É com exemplos macabros destes que apetece abandonar o espírito de solidariedade...

EPÍTETOS DE AFECTOS 2...


A "segurança tranquila da felicidade..."
Quem já não a teve?
Quem já não a sentiu?
Pelos deuses...quem já amou, certamente que já o sentiu ou então, desculpem-me, mas não amou na totalidade, até à exaustão...
Na realidade, a felicidade gera segurança. Porque quem está feliz sente-se realizado, satisfeito, seguro, enfim...contente em plenitude!
Em consequência, quem se sente em segurança, por se sentir amado, sente-se tranquilo, longe de inseguranças, de conflitos, de dúvidas, de medos...o que não quer dizer que se tenha demitido de atingir a plenitude, até porque o homem é um animal eternamente insatisfeito.
Por tudo isso, quem é feliz vive em segurança tranquila, realizada, sobrevivente, envolvente, transbordante e deslumbrante (e os adjectivos não foram escolhidos ao acaso...)
Nesta situação todo e qualquer detalhe adquire cores, tonalidades, sabores, cheiros, sonoridades e musicalidades aparentemente únicos que fascinam e comprazem...
É a segurança tranquila da felicidade...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

EPÍTETOS DE AFECTOS 1...


No amor por alguém há, quase sempre, o desejo de posse...
Escrevi esta frase e estaquei...
De possuir a beleza de outrém, de possuir o rosto, o corpo, a mente enfim, a identidade global do outro.
É insano tal facto, sem dúvida, mas é uma realidade, por vezes, bem atroz.
Na realidade, amar não pode nem deve ser sinónimo de posse!
Mas, muitas vezes, são simultaneidades incontornáveis.
Quando se ama alguém, acaba por se criar uma zona de interface, uma zona de exclusividade, uma área de comunhão, quase possessiva.
Ou não será isso, também, que define o amor?
Ao amar-se alguém, ama-se quem está em relação connosco, quem está na nossa intimidade, quem está dentro de nós, quem nos pertence, quem é nosso!
Ou existirá alguém que se atreva a negar este quase discreto sentimento de posse, esta noção de exclusividade possessiva?

A VIDA EM RELAÇÃO...


Alguém, amigo, chamou-me à atenção, concordando, o facto de eu ter dito no meu último programa de TV qualquer coisa como "Um dos grandes erros numa relação é o facto de tentarmos moldar quem está connosco à nossa imagem e semelhança, anulando-lhe a personalidade".
Disse-o e assumo-o.
Na realidade é uma estratégia que surge, habitualmente de forma involuntária.
Mas é um erro, um enorme erro.
Tentar moldar a pessoa que está junto de nós, à nossa imagem e semelhança, travesti-la da forma como gostaríamos que ela fosse.
E é um enorme erro porque não somos "deuses e senhores de ninguém"!
E é ainda um erro porque isso implicaria a anulação da personalidade do outro, facto que, a acontecer, gera enormes facturas que, mais tarde serão apresentadas, irremediavelmente.
Dessa forma a relação será sempre a prazo porque alguém se anulou, em termos de gostos, de opções, de maneira de pensar, de forma de ser e estar.
E tem toda a lógica que assim aconteça.
Houve uma submissão, mais ou menos imposta, asfixiante que, mais tarde ou mais cedo irá resultar num rebentamento do vulcão que ajudámos ou que impusemos que se criasse!
Claro está que esta tentativa é sempre menos ansiógena, porque gera menos conflitos e torna-se, de forma perigosa, aparentemente pacífica e tentadora.
Óbviamente que seria a situação mais comodista para quem está em relação.
Mas é demasiado perigoso para a sobrevivência do acto de estar e ser a dois, que se pretende sem prazo, sem "dead line"!
Deveríamos pensar nisto cada vez que nos tentamos envolver numa relação...mas, para isso, teríamos que ser perfeitos e o ser humano nunca será perfeito!

COMUNIDADE CHINESA EM PORTUGAL


A comunidade chinesa em Portugal ascende a cerca de 20.000 cidadãos de nacionalidade e/ou ascendência chinesas, o que se traduz em cerca de 300 restaurantes, 500 armazéns e, aproximadamente, 5000 lojas.
Não querendo parecer xenófobo, nem racista, até porque não o sou, acho estes números demasiado elevados e com consequências eventualmente preocupantes para a economia portuguesa.
Principalmente porque é sabido que a qualidade dos serviços prestados mas, maioritariamente, a qualidade dos produtos disponibilizados é, habitualmente, deficitária...muito deficitária.
Como tal, o cliente, está a adquirir um bem, de inferior qualidade ao que está habituado, a menor preço, evidentemente, mas em que não está, de modo algum assegurado o binómio qualidade/preço em relação ao produto.
Acresce o facto de este tipo de serviços estar a prejudicar, nitidamente, a subsistência do mercado nacional, nomeadamente a do comércio tradicional.
Nesta época de crise o consumidor procura produtos de boa qualidade a baixo preço e,é este ponto do acto de compra que falha...a qualidade, uma vez que o baixo preço, em princípio, se encontra assegurado. Mas é um falso baixo preço porque ao fim de algum tempo o consumidor apercebe-se da fraca qualidade do produto e acaba por sentir necessidade de adquirir um outro exemplar, acabando, em suma, por gastar mais do que o inicilamente pretendido.

TEMPO DE CRISE...


Neste tempo de crise e de dificuldades, também afectivas, vale sempre a pena ter um acto de carinho para quem me visita...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

TV


Novo dia de maratona televisiva.
Assim, às 20.15 estarei, em directo, na Porto Canal, no programa "Porto Alive", com a Maria Cerqueira Gomes, na que será a minha sexta participação, como sexólogo residente do programa.
Hoje o tema a abordar será "O ciúme".

Um tema polémico e fracturante.
Será o ciúme sinónimo de amor?
Será o ciúme prova de qualidade dos Afectos?
Será o ciúme benéfico para uma relação?
Estas e outras vertentes serão abordadas no programa.
Será uma nova oportunidade para fazer pedagogia, de forma serena e tranquila, mas científica e, acima de tudo, sem pudores nem tabus.
Depois, à 1.00, irá para o ar, também na Porto Canal, novamente em directo, com a duração de uma hora, a 64ª emissão, do "Sexualidades, Afectos e Máscaras" com a Maria José Guedes.

O tema de hoje será, "A dependência nas relações".
Um outro tema, também polémico e fracturante a ser abordado com clareza, de forma informal, mas tentando trabalhar, em estilo tertuliano, com os nossos espectadores.
O que é a dependência nas relações?
É saudável para as mesmas?
Como se gera?
As diferentes formas de dependência, nomeadamente financeira, profissional e outras, não esquecendo a mais importante, no momento...a dependência dos Afectos.
O que leva alguém, em relação, a tornar-de dependente de outrém?
O verdadeiro amor gera dependência?
Existirá uma outra forma mais complicada?...A dependência biunívoca?
Será a dependência entre os membros do casal a tradução uma forma doentia de ser e estar em relação?
Estas são algumas das vertentes que irão ser referidas.
A intenção será, uma vez mais, efectuar uma abordagem com a frontalidade obrigatória que os espectadores exigem e merecem.
A motivação é, acima de tudo, tentar desmistificar o tema.
Prevejo que será um grande programa, a não perder.
E estão, assim, criadas duas janelas de oportunidade, ainda que diferentes e com um registo obrigatóriamente dispar, até porque direccionadas para públicos alvo não semelhantes.
São dois programas, duas oportunidades, com especificidades próprias para, em contexto televisivo e em directo, abordar questões, na área das Sexualidades e dos Afectos, nomeadamente a nível da intimidade e da afectividade.
Será, novamente, uma sexta-feira passada a correr mas, obviamente, com enorme prazer.
Creio que, às duas da manhã, quando abandonar as instalações da televisão, sairei cansado mas, acima de tudo, com a noção do dever cumprido e, já, ansioso pela próxima maratona televisiva...