domingo, 9 de setembro de 2007

CASTELINHA NO SEU MELHOR...


"Essas vacas deviam era estar caladas porque comem esses meninos maravilhosos e depois ainda vêm dizer cá para fora. Grandes porcas, pindéricas! Desgraçadas, ganham uns trocos e, em vez de ficarem caladinhas, vêm atirar postas de pescada"!
Quem fala assim não é gaga...
Qual Carolina Salgado?!
Quem fala assim é mesmo José Castelo Branco, em todo o seu "esplendor peixeiral", referindo-se à orgia de Cristiano Ronaldo com as prostitutas britânicas.
"Invejosa!"...pensarão muitos/as.

sábado, 8 de setembro de 2007

" O CASTELO DO DUQUE BARBA AZUL"


Esta noite fui assistir, na "rentrée" da Casa da Música, a um espectáculo de ópera, "O Castelo do Duque Barba Azul" de Béla Bartók.Sempre considerei a Ópera, uma das áreas maiores da música clássica, também chamada erudita.
Principalmente porque concilia o teatro, o canto e a execução musical.
Não considero necessário enumerar aqui alguns dos fabulosos exemplos que a ópera global tem no seu acervo...até pela quantidade e pelo risco que corria de ser injusto, ao salientar alguns e ao excluir outros.
No que se refere a esta noite...
Trata-se de uma ópera em 1 acto, de Béla Bartók, com libreto de Béla Balázs, segundo conto de Charles Perrault. Esta ópera foi composta há cerca de 100 anos e é considerada uma das grandes óperas do século XX.
Que dizer?!
A obra de Béla Bártok, sendo contemporânea, tem verdadeiros momentos de genialidade e, esta noite, assistiu-se a um deles.
A Orquestra Nacional do Porto, com Direcção Musical de Christoph Konig mostrou, uma vez mais, estar plenamente à altura de mais esta inovação no programa cultural da Casa da Música.
As vozes, Sally Burgess que interpretava "Judite", a 4ª mulher de Barba Azul e Andrea Silvestrelli que dava vida ao "Duque Barba Azul", apesar de terem crescido ao longo da actuação e terem terminado em quase apoteose,ficaram, na minha opinião, aquém do que seria de esperar.
A população portuense, tendo praticamente lotado a sala Suggia mostrou, uma vez mais, que gosta deste tipo de espectáculo e que acarinha, com a sua presença, este tipo de iniciativas.
Duas notas de roda-pé...
A pseudo-modernidade do suposto cenário não me conseguiu convencer...Continuo a ser fervoroso adepto dos cenários, das coreografias, das encenações, dos adereços...
Uma saudação para o facto de, em palco, das três anteriores mulheres de Barba Azul, uma delas ser interpretada, quase de forma ostensiva, por um homem...deu um toque de modernidade e colocou, ainda que discretamente, em palco, a questão das Sexualidades. Se essa foi a intenção, deve ser anotada e louvada! Se a perspectiva foi outra...então lamento, mas não a consegui perceber...

SEXUALIDADES -realidades de um percurso



No início de cada ano lectivo procuro, na Universidade onde lecciono, apresentar aos alunos uma planificação para todo o ano. Assim, delineio estratégias, enuncio objectivos e apresento-me...como se eles já não tivessem ouvido falar de mim, pelos colegas! Deste modo inicio o meu processo de sedução... Ensinou-me a prática que, seduzindo os alunos, consegue-se melhor e mais produtivo trabalho e, por outro lado, quando o aluno gosta do professor e/ou da disciplina, sente-se estimulado, produzindo mais e melhor...
Um dos pontos que, invariavelmente, abordo é uma provável teoria da evolução da humanidade que, há uns anos arquitectei e que, partindo do macaco na árvore até ao uso do cartão de crédito, esboça, de forma rápida, aquilo que penso que somos e para onde vamos...Ainda que, de forma polémica, assumo-o, para “épater les burgeois”, como diria Eça de Queirós, enuncio o modo como prevejo que possa vir a ser o futuro do Homem.
Antevejo o desaparecimento do polegar, autêntico erro de implantação, dado que se encontra perfeitamente desenquadrado da linha de inserção de todos os outros dedos. Acresce o facto de ter uma utilidade duvidosa.
Prevejo, também, a queda do nariz e das orelhas, enquanto cartilagens proeminentes na face, até porque se afiguram como autênticos desperdícios anatomo-fisiológicos, facilmente substituíveis por simples aberturas, quer para as fossas nasais, quer para os canais auditivos.
Visualizo, ainda, o estreitamento da comissura labial assim como a diminuição e consequente fragilização das arcadas dentárias com provável redução e posterior desaparecimento daquilo a que hoje chamamos queixo...A alteração do acto alimentar, como o conhecemos, tem vindo a ser uma realidade. Por outro lado, a substituição dos alimentos por pastilhas devidamente preparadas e manipuladas e equitativamente equilibradas, a nível de constituintes, torna dispiciendo o dispositivo mastigatório, como o conhecemos actualmente.
Também a alteração da actividade sexual, tal como hoje se define, afigura-se-me uma inevitabilidade.
Em termos exclusivamente de procriação a clonagem e a fecundação “in vitro” tornam-se processos muito menos sensíveis à casuística do erro e, como tal, cientificamente mais controláveis. Mesmo anatomo-fisiologicamente, a actividade sexual, por mais que me custe equacioná-lo, representa um incompreensível dispêndio calórico e energético assim como uma verdadeira agressão fisiológica à arquitectura anatómica. Isto, numa sociedade que se prevê cada vez mais adepta da ergonomia, assim como da inteligente poupança de custos e de recursos.
Dir-me-ão...”Enlouqueceu”!
Replico, citando Erasmo de Roterdão quando, no “Elogio da Loucura” escreve “Não sei que mais me espanta nos mortais, se a ingratidão, se a indiferença.”
Mas, recuperemos o fio condutor, de que falava René Descartes.
Ando eu a defender um futuro pouco auspicioso para a Humanidade, em termos de evolução, até mesmo no que se refere às Sexualidades, quando leio que, durante uma conferência efectuada na Toscânia, Umberto Veronesi, antigo ministro da Saúde italiano, médico de profissão, afirmou que a espécie humana caminha para a bissexualidade “como resultado da evolução natural das espécies”.
Refutarão...”Entre o que ambos dizem há discrepâncias evidentes”!
Retruco...Óbvio e ainda bem!
Mas Veronesi acrescentou “O Homem está a perder as suas características e tende a transformar-se numa figura sexualmente ambígua(...)desde o pós-guerra que a vitalidade dos espermatozóides diminuiu 50% porque as mudanças das condições de vida estão a fazer com que a hipófise produza cada vez menos hormonas masculinas”!
Sou obrigado a concordar. Na minha perspectiva caminhamos, cada vez mais, no sentido da procura da máxima comodidade. Não é por acaso que à medida que a sociedade evolui, até as guerras e os conflitos globais se tornam loco-regionais.
Ao Homem e por ele, são cada vez mais disponibilizados recursos poupadores de esforço!
Já não lhe é necessário subir às árvores para arrancar as folhas e os frutos mais altos e, como tal, mais maduros e saborosos...as grandes superfícies oferecem-nos, colhidos, escolhidos, lavados e, muitas vezes, até descascados. A consequência directa foi a diminuição progressiva da robustez dos maxilares e dos dentes...Já não têm que ser robustos para triturar!
Ao Homem já não é necessário o exercício da caça para obter alimentos...a internet apresenta-a, em catálogo e de forma pormenorizada e atraente, previamente esfolada ou depenada, cortada e por vezes já condimentada, bastando escolher, pagar e indicar a morada para a entrega. Felizmente que os ginásios e a actividade física desportiva evitaram a mais do que previsível atrofia muscular subsequente a este facilitismo gradual.
Ao Homem já não são necessárias a ferocidade e a violência física como arma de defesa e de protecção do clã...a brutalidade como praxis enquanto sinónimo de sobrevivência tem vindo a cair, cada vez mais, em desuso. Os jogos de guerra, no computador pessoal, afiguram-se mais ardilosos e emocionantes, salvaguardando a integridade física e o bem-estar.
Os exemplos são infindos!
E o ciclo hormonal, por mais irónico que pareça, também obedece à lei da oferta e da procura. Deste modo, as hormonas masculinas, garantia de uma masculinidade agressiva e brutal, tendem a diminuir de gradiente, por serem menos requisitadas. Até porque, cada vez mais, os conflitos tendem a resolver-se à mesa, ao abrigo de mobiliário ergonómico e confortável, ao alcance de práticos botões o que, por sarcasmo do destino, não é sinónimo, infelizmente, de menor dimensão ou menos gravoso alcance.
Por outro lado, a própria selecção natural, tão defendida por Darwin, para além de assegurar a subsistência do mais forte, por mais apto, pode ser extrapolada para a progressiva eliminação de estruturas menos usadas e de que é exemplo sobejamente conhecido o cóccix, enquanto mais do que provável reminiscência de uma cauda humana.
Mas regressemos a Veronesi que acrescenta que as mulheres também têm produzido menos hormonas femininas... “É o preço que se paga pela evolução natural da espécie, que é positivo porque nasce da busca pela igualdade entre os sexos”.
Tenho que concordar.
Desde que arrancou o avental, abandonou a cozinha, saiu para a modernidade, passou pela praça onde queimou o soutien e entrou, de rompante, nas escolas, nas oficinas, nos escritórios, nos hospitais, nos tribunais, a mulher percebeu que seria necessária uma relativa masculinização, para conseguir sobreviver e manter o novo binómio estatuto/papel que acabou de conquistar e que pretende defender a todo o custo.
Acaba, por isso, de se ver obrigada a esquecer as lágrimas e a sensibilidade supostamente femininas mas também a participar, de forma aparentemente voluntária, numa virilização global.
Também aqui o ciclo hormonal acaba por sofrer alterações e esta actualização da produção acaba por induzir relativa atrofia dos órgãos reprodutivos resultando no que Veronesi apelida “preguiça reprodutiva”, por força da necessidade.
Chiara Simonelli, professora de Sexologia da Universidade La Sapienza, de Roma, alinha pelo mesmo diapasão, justificando este processo como resultante da evolução genética e da mudança de mentalidades, fenómenos interligados.
Estamos, pois, no cerne de mais um processo de evolução, ainda em marcha, o qual prova que, alterações comportamentais e orgânicas, por mais simples que pareçam, estão permanentemente interligadas e exibem um potencial mutacional de extraordinária força.
Perante esta nova realidade, que já está no terreno, muitos serão os defensores, outros tantos os detractores mas penso que, uma vez mais, se cumprirá Galileo Galilei quando, no julgamento promovido pela Igreja, termina afirmando “Et piu si muove”!
Manuel Damas in "O Primeiro de Janeiro" a 9-9-2007

MADDIE MCCANN



É a primeira vez que aqui escrevo sobre o caso Maddie, vários meses após o desaparecimento!
Mesmo no programa de rádio, quando começou a despontar o caso, preferi sempre referir o caso Rui Pedro, desaparecido há 9 anos!
À medida que o caso ia crescendo e a solidariedade mundial se fazia sentir de forma estranha, pela sua intensidade, continuei a preferir não falar. Não podemos esquecer que até o Papa os recebeu...
Por mais estranho que pareça, ou talvez não, todas as referências ao caso Maddie foram, desde ontem retiradas do site do Vaticano...
à medida que o tempo ia passando preferi continuar a falar de Rui Pedro!
Hoje que Kate e Gerry McCann foram constituídos arguidos, sabendo antecipadamente que tal posição não é sinónimo de culpa, acho que indicia, contudo, que algo de estranho se pássa!
Continuo a pensar em Rui Pedro, e nos pais, que não tiveram este tipo e dimensão de visibilidade, mas também nunca foram constituídos arguidos!
Neste momento o olhar da comunidade internacional está virado para Portugal...

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

O PORTUGAL QUE TEMOS...



Um toxicodependente de 28 anos furtou três viaturas no Alentejo, num espaço de 24horas, mas o Ministério Público decidiu, por duas vezes, mantê-lo em liberdade, recebendo como única medida de coacção o termo de identidade e residência que, como se vê, tem resultado em pleno!
Fantástico!
Parabéns!
Merece ir para o anedotário mundial!
Só mesmo em Portugal!


Desejo-te as melhoras!

MODERNICES



Porque será que este dispositivo de fita-cola, de design, me faz lembrar alguém?!
Será pela careca?