Há muito que aqui não postava um momento musical.
Como adoro esta música...
sexta-feira, 27 de junho de 2008
gianna nannini - meravigliosa creatura
DIAS QUE PASSAM...
"SEXUALIDADES, AFECTOS E MÁSCARAS"-40ª emissão

Logo à noite irá para o ar, na Porto Canal, à 1 hora, mais uma emissão, a 40ª do "Sexualidades, Afectos e Máscaras", o único programa, em tv em Portugal que, em directo, aborda temáticas, muitas vezes fracturantes, sobre as Sexualidades e os Afectos.
Hoje o tema será "No calor da noite..."
Férias, calor, menos roupa, bebidas, relaxamento, vontade de viver, alguma euforia e desfaçatez.
São estes os ingredientes que condicionam e favorecem o comportamento em Afectos nesta época do ano.
Os prazeres des/organizados...
Por vezes os exageros impensados e suas consequências quantas vezes nefastas passando, entre outras, pelas DST e a gravidez indesejada.
Não será uma visão crítica a propalada.
Apenas uma profilaxia a ser feita, sem pejo.
Comente, participe, apareça.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
"GRAVIDEZ E SEXUALIDADE"

Dizem que é a fase em que a Mulher se encontra mais bela.
Posso, até, concordar desde que não estejam subjacentes conceitos e preconceitos que uma Sociedade e uma Cultura se esforçam por propagandear, estimuladas por uma Igreja que se mantém, teimosamente ancestral e afastada da realidade. Uma mesma Igreja que gostaria de poder e conseguir voltar a uma época característica, com uma unidade familiar obsoleta, presa a valores ultrapassados, que voltariam a colocar a Mulher no centro de uma suposta entidade social e familiar, uma pretensa Fada do Lar, sempre disponível, atenta e preocupada, conselheira e protectora, dócil, doce e frágil, de tez ebúrnea e alvas vestes, amante fiel do seu Homem, a quem merece obediência e respeito acima de tudo, quase santificada e deiificada, detentora do poder sagrado da maternidade, verdadeira reprodução de Maria na Terra.
Mas a este quadro da época do romantismo falta uma peça incontornável...
Falo da Mulher grávida, aquela que muitos consideram detentora do mais alto estado de graça, o da maternidade.
A tudo isto contrapõe-se o peso pesado do silêncio daquilo que não se fala.
Uma realidade científica inabalável e destruidora de todos estes estereótipos.
A Sexualidade da mulher grávida...e o seu natural e implícito direito ao prazer.
Falo do direito ao prazer que a mulher grávida detém, ainda que seja este um tema quase proibido, quiçá profano, que um conservadorismo sócio-cultural impede de referir e abordar mas, acima de tudo, de assumir com naturalidade.
Atente-se à raridade incompreensível mas gritante com que este tema é abordado em Congressos e Conferências.
Mas o suposto problema é que esta é uma realidade, incontornável.
O direito ao prazer da mulher grávida.
E isto é uma verdade científica.
A mulher grávida sente e tem desejo, de forma explícita. Um desejo sentido mas calado, receoso de ser evidente porque oficialmente considerado como depravado...acima de tudo, um tabu.
Mas esta realidade tem uma concreta justificação. Por causa do seu estado gravídico a mulher apresenta alterações hormonais, uma verdadeira “storm” hormonal, inclusive das hormonas sexuais. Esta realidade anatomo-fisiológica impõe alterações estruturais que vão evoluindo ao longo do processo gravídico mas estão também presentes alterações psicológicas, de sensibilidade táctil, de enervação, de vascularização, de estabilidade física e mental.
À medida que a gravidez decorre, e pela sua própria circunstância, observa-se uma maior intumescência dos tecidos e das estruturas, com especial incidência para a genitália e para o tecido mamário, alimentadas por uma maior vascularização e sensibilização assim como por um maior estímulo hormonal. Deste modo, a mulher torna-se mais sensível fisicamente. Mas também mais carente afectiva e sexualmente. E, também, mais exposta aos estímulos até porque, na presente realidade circunstancial, já não tem razão de ser um suposto receio de uma gravidez pretensamente indesejada até porque a circunstância se encontra, já, consumada. Na posse destas alterações, sérias e consistentes, da sua própria anatomo-fisiologia a mulher grávida vê o seu desejo sexual crescer, também fruto de uma maior sensibilidade, de um gradiente hormonal mais elevado mas, acima de tudo, de um maior desejo.
Não são poucos os casos em que uma mulher cujo comportamento sexual, versus desempenho, se situava dentro dos índices de uma suposta normalidade, passa a apresentar-se, fruto da sua situação, mais sensível aos estímulos sexuais, podendo tornar-se, com toda a naturalidade, pluri-orgásmica ou multi-orgásmica.
E esta é uma realidade incontornável.
O desejo, e acima de tudo o direito ao prazer, porque real, na mullher grávida tem que ser assumido, compreendido, explicado e justificado com naturalidade, com tranquilidade, com dignidade até porque...não se trata de uma falta, de um pecado ou de um desvario, mas tão só e apenas de uma evidência que tem que ser acarinhada e compreendida...
A Mulher merece-o e a Modernidade exige-o!
Manuel Damas in "O Primeiro de Janeiro" a 25/6/2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
"O SEXO E A CIDADE"

Fui, recentemente, à ante-estreia do filme "O Sexo e a Cidade!".
Foi uma série que marcou uma fase da minha vida e que sempre apreciei.

Sabendo, logicamente, efectuar o distanciamento afectivo da série e conseguindo separar o que é realidade da idealização, até porque já vivi nos EUA, sempre apreciei o espírito de humor, o sentido crítico, a sagacidade, a capacidade de análise, a sensualidade e a mordacidade com que a série foi sendo construída.

Até porque aborda uma das minhas áreas de trabalho...precisamente a Sexualidade e os Afectos.
Tinha, todavia, algum receio sobre a construcção do filme.
Mas conseguiu ser uma muito agradável surpresa.
A um ritmo louco de beleza, sensualidade, modernidade e humor, o filme vai-se desenrolando, entretendo os espectadores e proporcionando momentos de inteligência e de brilho únicos.

Extraordinário o pormenor do Yorkshire anão...
Um filme que recomendo vivamente e a rever...
NOITE DE S.JOÃO

Estas noites dos Santos Populares são sempre estranhas.
Saem todos à rua, aparentemente imbuídos de uma suposta alegria e algum desvario que, por vezes, me intriga.
São as brincadeiras, as marchas, uma suposta euforia estranha.
Cada vez mais prefiro programas mais calmos, mas também mais realistas, mais de Afectos.
A teoria oficial do sorriso de plástico não me seduz.
Fui, logicamente, sair, não para cumprir calendário mas porque me apetecia.
Optei por um jantar à beira mar calmo, num restaurante bonito e agradável, tranquilo e bem acompanhado.
A conversa fluiu, o menu era excelente e esteve-se muito bem.
A seguir foi um momento de agradável estar a dois.
Depois, claro, impunha-se ir beber um copo.
A um dos sítios habituais.
Nova sensação estranha...
Uma noção de plástico e superficialidade que não me agradou.
Foi, de novo, um fim de noite que deixou no ar uma sensação de insatisfação...
sexta-feira, 20 de junho de 2008
"SEXUALIDADES, AFECTOS E MÁSCARAS"-39ª emissão

Dentro de uma hora e meia, mais especificamente à 1 hora, irá para o ar mais uma emissão do "Sexualidades, Afectos e Máscaras", a 39ª, na Porto Canal.
Desta vez será dedicada ao tema "Sexualidade e Gravidez".
A gravidez...um mito sócio-cultural, um aparente condicionante no comportamento sexual do casal, espeficamente numa fase em que a mulher se sente mais sensível, mais sensual e se situa num grau de maior sensibilidade aos estímulos sexuais.
Assista e participe no único programa que, em televisão, em Portugal, aborda em directo as questões das Sexualidades e dos Afectos, sem pudores nem tabus, de forma informal mas científica e, acima de tudo, pedagógica.
Apareça.
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