quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

A VIOLENCIA EM MEIO ESCOLAR



2160 CASOS DE BULLYING

390 PROFESSORES AGREDIDOS

5291 OCORRÊNCIAS COMUNICADAS PELAS ESCOLAS DOS 2º E 3º CICLOS E SECUNDÁRIO

Estes foram os números que foram ontem comunicados à Comissão Parlamentar da Educação pelo Coordenador do Observatório de Segurança Escolar, João Sebastião, relativamente ao passado ano lectivo.

Estes são números de vergonha!
Estes são números que deveriam fazer pensar os técnicos do Ministério da Educação que, de ano para ano, sentados nos seus escuros e modestos gabinetezinhos, se dão ao luxo de pensar pseudo-reformas do ensino...habitualmente gente que, do terreno, apenas conhece a porta das escolas por que pássa no caminho emprego-casa-emprego.

E são números que estão sub-avaliados, posso garanti-lo, se mais não fôr pelo facto de ser Presidente da Mesa da Assembleia Geral e da Mesa do Congresso do Sindicato Independente de Professores e Educadores.

Até porque, muitos casos nem sequer são reportados, pela enorme carga de burocracia que implica o processo, ou porque as Escolas desaconselham oficiosamente as mesmas participações...

Ou por medo!!!
Sim porque, caso reportado, em princípio, é caso divulgado, oficial ou oficiosamente e os agentes educativos envolvidos surgem desnudados perante a opinião pública sendo, deste modo, sempre penalizados...se forem as vítimas, então mais graves se tornam as represálias...

É o grande mal da liberalização do ensino a que se assistiu nos últimos tempos, associada à campanha de descrédito e de verdadeira caça às bruxas que este Ministério, de forma assumida pela Ministra da Educação, resolveu encetar, para consumo público!

E as aulas de substituição não vieram ajudar...Um professor quando é requisitado para dar uma aula de substituição a uma disciplina que não a sua, evidencia naturais faltas de conhecimentos colocando a sua credibilidade em cheque perante os alunos...até perder a autoridade, manietado que já estava por todo o processo burocrático, é um passo...E fica o caldo entornado...

Mas a isto a Ministra da Educação vai responder, se se dignar fazê-lo...com um balão cheio de nadas...

4 comentários:

Mize disse...

A violência nas escolas é umas das coisas Sérias que masi me provoca arrepios. Não compreendo como é que os conselhos directivos não acompanham os professores agredidos às esquadras e com eles apresentam queixa. Não compreendo omo é que professores que agridem alunos também não são penalizados, pela justiça, claro. Não entendo como é que o Conselho superior da Magistratura dita que é normal castigos corporais a crianças com deficientcia, e passo a citar, e "~qualquer bom pai dá bofetadas", ou arrisca-se a ser «negligente» na educação...enfim. Este País é um colosso, está «tudo grosso».

Cristina disse...

Assusta-me o tema, assustam-me ainda mais os números.

Coisas destas jamais deveriam acontecer. O que se está a passar? Violência? Para quê? Os pais podem ser negligentes por não darem uma palmada no seu filho? Em que Mundo estamos?
Por favor, acordem-me porque acho que este é um daqueles sonhos maus, que não queremos continuar a conhecer.

Manuel Damas disse...

A questão da autoridade em contexto escolar não é assim tão linear, Maria José!
Para que saiba, à partida um professor é desencorajado, pelo Conselho Executivo, de apresentar queixa.
Porque o Conselho Executivo é desaconselhado, pela DRE, a constituir queixa.
A DRE, é desaconselhada pelo Ministério da Educação a apresentar queixa...
E isto é apenas a ponta do iceberg...

Manuel Damas disse...

Cristina, meu anjo, as coisas não podem continuar a ser varridas para debaixo dos tapetes da sociedade, como se nada se passasse...