sábado, 31 de março de 2007

EU, O MAR E TUDO O RESTO...



Aos poucos regresso à minha normalidade, agora tranquila.
Cumpri hoje um programa que há muito não vinha conseguindo concretizar, por circunstâncias várias.
Consegui regressar a uma esplanada da Foz, em frente ao mar, acompanhado por um sumo de laranja natural, um café, agora sem cigarros e sem 10 quilos e acompanhado por um livro que estou a reler, com enorme prazer, desta vez no original.
Falo de "The picture of Dorian Gray", by Oscar Wilde, edições da Oxford World's Classics.
Digam o que disserem, aleguem pedantismo mas, na minha opinião, qualquer tradução, por mais asséptica que tente ser, inquina sempre, ainda que parcialmente, o original.
Aproveitei a prenda de uma mão amiga e regressei ao passado, na mesma esplanada, com o mesmo sol, com o mesmo mar, com o mesmo sumo de laranja e café e o sempre fiel Oscar Wilde que muito aprecio...
Foi uma tarde bem passada e representa o início de um saudável percurso de pacificação com o passado.

4 comentários:

Cristina disse...

Fico feliz pelo professor estar em paz com o passado. Sinto de qualquer forma que ainda tem um longo caminho pela frente ... há paz nas suas palavras mas infelizmente também há tristeza. Posso estar enganada mas acho que já o conheço um pouco e o que escreve também é a sua alma.
O que mais quero é que o professor seja feliz, acredite! Um beijo muito docinho pois conto consigo na festa de aniversário da Festival.

Manuel Damas disse...

Há alguma paz...há muita tristeza.Mas de forma assumida, sem disfarces. Apenas o tempo e só o tempo, infelizmente, poderá alterar a situação.
Claro que estarei na Festa de Aniversário da Rádio Festival, Cristina. Já me comprometi e não costumo faltar às minhas promessas. Até a de deixar de fumar cumpri, ainda que tardiamente...

Patrícia disse...

o tempo que tanto nos atraiçoa...passa rápido quando não queremos e demora a fazer o seu papel quando apenas dele dependemos...
eu tenho concerteza um lugar no céu quando morrer...

Manuel Damas disse...

Desculpe Patrícia, mas não consigo acreditar nesse seu "Céu"...Mais depressa consigo acreditar no Inferno que a Terra é!